Me olhe
Me ouça
Me sinta
Me tenha
Me beba
Me mastigue
Me exprima
Me leve
Para dentro de ti.
23 setembro 2011
10 setembro 2011
INVERNO DE 68
Dos teus olhos de ressaca
Me ficaram as gratas lembranças
Das tardes em que fomos
Felizes para sempre e
Dos segundos infinitos de calmaria,
Assim como os planos de velhice a dois
Em contos infantis
Com sonhos puramente alcançáveis.
Nas milhares de páginas
Que escrevi depois de acordado
Ficaram as doces marcas
E nelas resolvi não tocar
Para que o calor daquele inverno
Voltasse, às vezes, a aquecer minh'alma.
Me ficaram as gratas lembranças
Das tardes em que fomos
Felizes para sempre e
Dos segundos infinitos de calmaria,
Assim como os planos de velhice a dois
Em contos infantis
Com sonhos puramente alcançáveis.
Nas milhares de páginas
Que escrevi depois de acordado
Ficaram as doces marcas
E nelas resolvi não tocar
Para que o calor daquele inverno
Voltasse, às vezes, a aquecer minh'alma.
18 agosto 2011
DISTANTE
acordei longe
meu espírito
deixou meu corpo distante,
distante...
migrou sem destino
em busca dos sentimentos que perdi.
meu espírito
deixou meu corpo distante,
distante...
migrou sem destino
em busca dos sentimentos que perdi.
06 agosto 2011
NÃO LEVE A MAL, HONEY
Não leve a mal, honey
Mas não preciso mais
Do teu grito
Dos teus mitos
Da tua falta de amor.
Não me deixa saudade
Tua fobia
A falta de alegria
O receio da dor.
Cansei do teu cansaço
Do teu embaraço
Do teu riso sem cor.
Perdi a vontade
Da tua pele
Do teu pêlo
Dos teus apelos.
Perdi a vontade...
De ti.
26 julho 2011
ENQUANTO O SONO NÃO VEM
enquanto o sono não vem,
me concentro em lembranças
que me façam te esquecer.
me concentro em lembranças
que me façam te esquecer.
17 julho 2011
NUMA TARDE DE INVERNO
era como se a nostalgia
me deixasse triste
ao ver sua foto ao chão
depois de cair
de um livro de Galeano
há tempos esquecido na estante.
me deixasse triste
ao ver sua foto ao chão
depois de cair
de um livro de Galeano
há tempos esquecido na estante.
08 julho 2011
PARA QUANDO VOCÊ PARTIR
Quando você for, meu amor, peço que vá por inteiro. Saia de manso, carregue o que é seu e me esqueça de vez. Mas leve tudo. Se precisar, compre novas malas e preencha cada espaço com coisas que não serão mais úteis para mim quando não existir mais nós dois. Carregue os frascos de perfume que lhe dei e os quadros, mesmo que fiquem espaços mais claros na parede por causa do tempo, que também desbotou nosso amor. Não deixe para trás pretextos para voltar, pois não lhe quero mais em meus braços, mesmo que meu corpo implore o contrário. E, ao sair, encoste a porta, porém, não esqueça de deixar antes para mim a sua chave. Preciso de garantias. E fique tranquila, do resto eu tomo conta, juro que tentarei. Seu cheiro irá sumir, os móveis da sala mudarei de lugar, os bilhetes apaixonados guardarei longe dos olhos. E as lembranças que surgem como flashes aos olhos fechados? Bem, essas eu ainda não sei o que farei.
01 junho 2011
22 maio 2011
(IN) PRECISO JARDIM
preciso plantar flores em meu jardim...
mas,
preciso mesmo,
de um lugar
(in) preciso...
... de um jardim
para cultivar.
mas,
preciso mesmo,
de um lugar
(in) preciso...
... de um jardim
para cultivar.
13 maio 2011
DO QUE SOBROU
Aos poucos fui juntando os cacos do que sobrou. As migalhas vari para debaixo do tapete na esperança de esconder tudo, mesmo sabendo que de mim seria praticamente impossível. No fim, senti falta de tuas mãos para tentar me ajudar a colar os pedaços que formavam o nosso todo.
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